sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Governo do Japão faz doação de micro-ônibus para entidade de apoio a pacientes com câncer infantojuvenil


No dia 25 de fevereiro (quinta-feira), ocorreu a Cerimônia de Assinatura do Contrato de Doação do Projeto de Aquisição de Micro-ônibus para a Associação de apoio a pacientes com câncer infantojuvenil entre o Consulado do Japão em Belém e a Associação Colorindo a Vida que administra a Casa Ronald McDonald Belém .

O objetivo do Projeto é a aquisição de um micro-ônibus adaptado para atender aos pacientes com câncer infanto juvenil acolhidos pela Associação Colorindo a Vida.

A verba doada, no valor de até 68,551 dólares, foi viabilizada por meio do programa de Assistência a Projetos Comunitários e de Segurança Humana (APC) que o Governo do Japão oferece a vários países com o intuito de promover a cooperação e na busca de uma sociedade mais pacífica e com qualidade de vida ao ser humano.



Na cerimônia estiveram presentes o Sr. Keiji Hamada, Cônsul-Principal do Consulado do Japão em Belém, a Sra. Rose Maria Ferreira Gonçalves Pires, Presidente da Associação Colorindo a Vida, o Sr. Raimundo de Vasconcelos Oliveira, Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Colorindo a Vida e funcionários da instituição.

Em seu discurso, a Sra. Rosa Pires afirmou que esta doação era a realização de um sonho e que o micro-ônibus que será adquirido com a verba doada ajudará muito no transporte de crianças e jovens para o hospital uma vez que por ser adaptada aos pacientes cadeirantes o deslocamento pode ocorrer com mais segurança. Depois agradeceu ao povo japonês pela concessão da doação e também por acreditar no trabalho relevante que a instituição tem realizado. O Cônsul Keiji Hamada expressou a satisfação pela aprovação deste projeto que melhorará a segurança no transporte dos pacientes e parabenizou a instituição pelo trabalho desenvolvido. Expressou também a alegria do governo japonês se tornar agora um colaborador da instituição que é a única na região norte e nordeste do Brasil no trabalho de acolhimento de crianças e jovens com câncer e o desejo de que o micro-ônibus seja utilizado eficientemente por longo prazo com boa manutenção.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Casa Ronald McDonald Belém lança campanha ‘Parquinho dos Sonhos'


Objetivo é arrecadar recursos para reformar o parquinho e melhorar a qualidade de vida das crianças com câncer, que são acolhidas pela instituição

A campanha online “Parquinho dos Sonhos” lançada pela Casa Ronald McDonald Belém está arrecadando doações para reformar o parquinho da instituição, que acolhe crianças e adolescentes com câncer dos interiores do Pará e de estados vizinhos em tratamento no hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo.

A instituição é uma casa de apoio que se mantém exclusivamente de doações, oferecendo gratuitamente às famílias hospedagem, alimentação, atividades lúdicas e suporte psicossocial, além de transporte para o Hospital.

Segundo a presidente da instituição, Rosa Pires, pesquisas existentes comprovam que brincar é essencial no tratamento de crianças com câncer. “O momento de lazer fortalece a alegria, promove a socialização e o bem-estar, além de proporcionar momentos de felicidade e paz. É preciso assegurar o direito das crianças brincarem, pois é uma fonte de energia e vitalização que influencia no seu psicológico e com certeza contribuirá para que seu tratamento seja mais eficaz. Nossa instituição lançou essa campanha, justamente, para melhorar o desenvolvimento e qualidade de vida de nossas crianças tornando essa casa mais alegre e colorida”, explicou Rosa Pires.

Sobre o espaço- O parquinho precisa de um teto transparente, grama sintética e brinquedos novos. Assim, tornará o ambiente mais acolhedor, seguro e agradável.   Com o clima de Belém, muito sol e/ou muita chuva, as crianças ficam a maior parte do tempo sem poder ficar no seu lugar favorito.

 

Serviço:
Campanha Parquinho dos Sonhos

Doações: http://vaka.me/1767216

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Crianças e adolescentes com câncer encontram apoio gratuito na Casa Ronald McDonald Belém



A instituição, sem fins lucrativos, acolhe crianças e adolescentes dos interiores do Pará e de estados vizinhos que vêm para tratamento de câncer no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém

Uma Casa longe de Casa. Este é o conceito da Casa Ronald McDonald Belém, que possui oito anos de história na oncologia pediátrica do país. A instituição, sem fins lucrativos, acolhe crianças e adolescentes dos interiores do Pará e de estados vizinhos para tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, na capital paraense, oferecendo gratuitamente hospedagem, alimentação, transporte e apoio psicossocial.

Antes, muitos destes pacientes não aderiam ao tratamento oferecido apenas na capital paraense pelos custos de estadias. E por isso, para que essas famílias continuem lutando contra a doença, a Casa Ronald McDonald Belém oferece todo o suporte até o fim do tratamento.

Sem o apoio da Casa, as famílias não conseguiriam passar por todo o processo doloroso que é o tratamento do câncer. Elas se sentem acolhidas com a falta que elas sentem de suas casas, assim, a instituição tenta compensar tratando com carinho e respeito.

Uma das hóspedes da Casa Ronald Belém é a adolescente Larissa Pinheiro Lobato, 16 anos, natural do município de Macapá do estado de Amapá. Ela está na Casa há 2 anos e 5 meses. Para ela, a instituição representa uma segunda família. “Se não fosse a Casa Ronald Belém, que nos acolheu com todo conforto possível, nem sei onde estaria agora”, contou. Desde os primeiros sintomas foi um longo processo de exames até Larissa ser encaminhada para Belém, onde foi diagnosticada com Leucemia. Foi no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo que ficou sabendo da Casa Ronald Belém e conseguiu uma vaga. “No início foi tudo novo e diferente, mas a gente chega aqui e se apega com as crianças, com as mãezinhas e com os colaboradores. A gente se torna uma família muito unida”, celebrou Larissa Pinheiro.

Segundo a presidente, Rosa Pires, a instituição vivencia um exemplo muito positivo de solidariedade, pois são os doadores que, através de seus atos de bondade e empatia com a causa, doam seu tempo e/ou recursos financeiros para mantê-la, ajudando a combater o câncer infanto-juvenil. “Somos muito gratos a todos que, de uma forma ou de outra, nos ajudam nessa missão e esperamos que neste ano possamos: aumentar o número de doadores; otimizar e buscar novas parcerias; manter o padrão de qualidade no atendimento aos hóspedes; implementar os diversos programas que a Casa já possui e se for o caso criar novos, para que os  hóspedes da Casa tenham um atendimento cada vez mais humanizado , esclarecendo que , em 2020 , em função da pandemia, grande parte desses programas não puderam ser implementados”, pontuou Rosa Pires.

Doações em tempos de pandemia- Apesar dos tempos incertos para as instituições devido à crise mundial com a COVID-19, a Casa Ronald McDonald Belém comemora a solidariedade, que mesmo em tempos de pandemia continua recebendo apoio dos doadores, e reforça a importância das doações para se manter.

Bazares, feiras, festas comemorativas, leilões, jantares e almoços beneficentes eram as principais ações para arrecadar fundos antes da pandemia. A Casa Ronald Belém teve que se reinventar dando continuidade ao seu trabalho. Assim, criou fluxos, e tipos de doações; como eventos em que as pessoas doem sem precisar ter, principalmente, o contato com as crianças que fazem tratamento de câncer e já possuem imunidade baixa.

A instituição tem rifas online, parcerias com lives, entre outras inovações. Também estão sendo feitas campanhas nas redes sociais, para arrecadar alimentos, produtos de higiene, álcool em gel e máscaras, que são produtos contínuos que estão em escassez.

Sobre a Casa Ronald McDonald Belém- A casa possui 35 suítes, hospedando 35 famílias, com mais de 4.000 acolhimentos desde sua inauguração, em 2012. São nove salas de convivência, brinquedoteca, auditório, refeitório, sala para oficinas de diversas atividades, além de áreas de cunho administrativo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Outback presenteia clientes no delivery com 1 litro de Chopp Brahma ou de Iced Tea

 

Ação faz parte da famosa Aussie Week; oferta é exclusiva no iFood e acontece entre os dias 25 e 29 de janeiro




 Em comemoração ao Dia da Austrália, o Outback Steakhouse promove entre os dias 25 e 29 de janeiro, sua tradicional Aussie Week, desta vez com exclusividade pelo delivery, e presenteia seus clientes com uma oferta mais que especial: na compra das Super Wings (15 sobreasas de frango empanadas servidas com aipo e molho blue cheese) pelo preço especial de R$ 68,50, o consumidor ainda ganha 1 litro do icônico Chopp Brahma, que vai em um growler customizado e reciclável ou, para quem preferir, 1 litro do famoso Iced Tea do restaurante. 

“A Austrália é nosso país de coração e, por isso, nós do Outback, não poderíamos deixar de celebrar esta data. Queremos promover experiências via delivery, momentos de descontração e quebra na rotina aos nossos clientes para que eles possam aproveitar esta semana conosco de onde estiverem. Essa foi a forma que encontramos de transformar o #MomentoOutbackEmCasa de nossos clientes em algo muito mais marcante e especial”, explica Marisa Palhares, gerente de marketing da Bloomin’ Brands, grupo detentor da marca Outback Steakhouse.

A Aussie Week acontece apenas pelo delivery via aplicativo do iFood, parceiro oficial da marca. A ação não é válida para restaurantes e acontece enquanto durarem os estoques.

 

domingo, 10 de janeiro de 2021

É Verão em casa: bebidas e aperitivos via delivery também prometem estação animada

Drinks pra finalizar, Chopp em growler e aperitivos generosos são opções perfeitas para curtir o período mais quente do ano usando apenas delivery


Quando pensamos no verão, já logo imaginamos muitas combinações de bebidas refrescantes e acompanhamentos deliciosos. Pensando nisso, o Outback Steakhouse apresenta em seu menu opções que prometem deixar esta época do ano ainda mais gostosa. Com dicas para agradar todos os gostos, os consumidores têm a opção de saborear tudo, sem nem precisar sair de casa, pedindo no delivery ou para retirada.

Drinks Outback DIY

A plataforma Drinks Outback DIY traz quatro drinks diferentes, dois compostos pela bebida queridinha do momento, o gin Tanqueray London Dry , e dois à base de vodka Ketel One. As bebidas tem como inspiração o conceito do it yourself – faça você mesmo - e o objetivo é permitir que o cliente aproveite o sabor dos drinks do menu do restaurante sem precisar sair de casa. As opções com gin são o Passion G&T (R$ 38,90), que é composto por um bag com mix de maracujá e outro com laranja, uma garrafinha de gin Tanqueray London Dry, já com a quantidade exata para preparar o drink, e água tônica para fechar com chave de ouro e trazer toda a refrescância que a bebida pede. O outro sabor marcante é o Mango G&T (R$ 38,90), que traz um bag com mix de manga, um bag com laranja e canela, além da garrafinha com Gin Tanqueray London Dry e uma água tônica.

Os apaixonados por vodka podem optar pelo Brazilian Beach Cocktail (R$ 29,90), uma saborosa mistura de kiwis e morangos, inspirada nas famosas praias brasileiras. O kit traz um bag com mix de frutas e uma garrafinha contendo vodka Ketel One. Quem prefere ainda misturas com frutas vermelhas, também vai poder degustar a Aussie Caipiroska Frutas Vermelhas (R$ 29,90) que combina framboesa, morango e amora, enviadas em uma bag contendo o mix de frutas vermelhas, e uma garrafinha de vodka Ketel One.


Chopp Brahma Outback

Já para os amantes de cerveja, os fãs do icônico Chopp Brahma Outback podem saborear a bebida de forma única. A opção vai em um growler customizado reciclável de 1 litro por R$ 29,90, perfeito para dias mais quentes. A bebida é transportada dentro de uma bag com gelo, o que garante que ela chegue na temperatura ideal na casa do consumidor. O chopp é uma das bebidas mais pedidas do restaurante e é uma ótima opção para celebrações e momentos de quebra de rotina, além de harmonizar perfeitamente com diversos pratos.

Box com aperitivos icônicos

Todas as bebidas acima casam perfeitamente com o famoso Mates Box (R$ 184,90) do Outback. Ele é um generoso combo para compartilhar, que traz 15 unidades de Kookaburra Wings (sobreasas de frango empanadas em um mix de temperos Outback servidas com aipo crocante), 10 unidades de Billy Ribs (costeletas de porco regadas com o molho Billabong – um molho barbecue com toque agridoce e gergelim), Pétalas de Bloomin' Onion (pétalas da famosa cebola gigante dourada Bloomin' Onion) e Crispy Chips (batatas fritas em formato chips e temperadas com um mix exclusivo). Percebeu um nome diferente entre os tradicionais pratos do Outback? Porque é uma novidade mesmo, e é exclusiva para o delivery. As incríveis Crispy Chips chegarão à casa do cliente super crocantes. E para completar, o combo também acompanha os molhos Bloom, Billabong, Blue Cheese e Cheese Ranch.


Com um menu bastante variado, o delivery da marca Outback Steakhouse funciona via iFood.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Em busca de um lar: Histórias de crianças que passaram por Abrigos

Segundo os dados do Conselho Nacional de Adoção (CNA), no Brasil 36,7 mil pretendentes estão na fila de espera pela adotar.

Desenho: Sienny Héria

Nesta matéria, você vai acompanhar um pouquinho das histórias que parecem representar a vivência de crianças e adolescentes brasileiros e brasileiras. Segundo o Conselho Nacional de Justiça- CNJ, 47 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos, hoje, no Brasil. E aproximadamente 2.100 vivem em abrigos, no Norte do país. Mas, apenas 8.420 crianças e adolescentes fazem parte do Cadastro Nacional de Adoção – CNA, isso quer dizer que, apenas 17,8% do total nacional, tem possibilidade de encontrar uma nova família. No texto que segue, é garantindo o anonimato das fontes, apenas os nomes dos profissionais legais, assistentes social e psicóloga são reais, assim como os fortes relatos de vida.

"Essa reportagem foi produzida com o apoio da Énois Laboratório de Jornalismo, por meio do projeto Jornalismo e Território".

Casa-Lar, Casa de Acolhimento, Meu Lar, Meu Cantinho... Estas são algumas das denominações usadas para o tão famoso Abrigo, informa Diemerson Amorim, Conselheiro Tutelar de Santa Izabel do Pará. De acordo com o Conselheiro, a palavra Abrigo já traz um certo temor à criança. “Quando ela é informada que irá para um abrigo, fica com receio, com medo. Essas diferentes nomenclaturas são adotadas também, para que essa criança não seja discriminada na sociedade, pelos coleguinhas e até professores na escola, pois a sociedade ainda tem preconceito quando sabe que uma criança está ou veio de um abrigo”, acrescenta.

Desenho: Sienny Héria

De acordo com a Assistente Social do Conselho Regional de Serviço Social do Pará – CRESS/PA, Maria Zolema Costa Furtado, a primazia pela família deve acompanhar todo o percurso realizado pela criança ou adolescente que é encaminhado para Casa de Acolhimento. Esse é um direito garantido pelo Estatuto da Criança e do adolescente – ECA. Para a Assistente Social, o Estatuto é importante, porém precisa está adequado com a realidade. “O Estatuto da Criança e do Adolescente é uma lei transversal, isto é, atravessa todas as políticas setoriais públicas. Assim sendo é de suma importância para assegurar direitos da criança e do adolescente em nossa sociedade. Contudo, é muito importante que o ECA seja adaptado à realidade brasileira, para que assim seus artigos deixem o campo teórico e se concretizem na prática. Promovendo assim, de fato, a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes”, explica Zolema.

Existem Lares de Acolhimentos sigilosos e não sigilosos. Diversos são os fatores que levam uma criança ou adolescente a ser levado para uma Casa de Acolhimento. Assim como, também depende da situação vivida por ela, para se saber se ela será acolhida em um espaço sigiloso ou não.
Jocilene Rodrigues, Assistente Social
do Tribunal de Justiça de Capanema
A Assistente Social do Tribunal de Justiça da Comarca de Capanema, Jocilene Pinheiro Rodrigues, 39 anos, explica que é garantido à criança ou adolescente o sigilo sobre as informações pessoais quando estão ameaçados de morte, nesse caso podem ser inseridos no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes ameaçados de Morte (PPCAAM). Já quando a retirada da criança ou adolescente do seio familiar, é feita por decisão judicial, mediante grave ameaça a proteção integral por situações de negligência, maus tratos, abusos sexuais, entre outros usa-se a medida de Acolhimento Institucional. Esse tipo de acolhimento é uma medida excepcional, que preconiza a brevidade do acolhimento, reúne estratégias das equipes técnicas e da rede socioassistencial com intervenções junto aos pais ou responsáveis, a fim de superarem a condição de risco que demandou o acolhimento, objetivando a reinserção da criança ou adolescente na família de origem ou inserção em família substituta, explica a profissional.

Este é o caso de Amanda, que ainda não tem nem três anos e já foi levada para uma Casa-Lar, em Santa Izabel do Pará. Sua mãe Adriana, que ainda nem completou a maioridade, também passou pela Instituição, quando foi expulsa de casa aos doze anos, por causa da gravidez. Sendo a mais velha de doze irmãos e sem condições de sustentar a filha, viu a menina ser levada pelo Conselho Tutelar para a Casa de Acolhimento.

Adriana e a filha não são as únicas da família com esse histórico. De família desestruturada econômica e socialmente, todos os irmãos da jovem já passaram pela Casa-Lar. Tatiana, a matriarca, é dependente química e os pais das crianças são ausentes ou desconhecidos. Valéria, a segunda filha, que ainda não completou 15 anos, está grávida do primeiro filho.

Vitória Raiol, 6 anos, apesar de ser filha biológica de Tatiana teve um outro desfecho em sua história. Foi legalmente adotada por uma família que a cerca de amor e cuidados. Quando ainda tinha apenas 6 meses, foi entregue para a servidora pública Maria Lediane Faro, 39 anos, professora da rede municipal de ensino na cidade de Santa Izabel do Pará e seu, então esposo, Vagner Raiol. A esta altura, o casal ainda não havia movimentado meios legais para a adoção da criança. Conforme a atual família de Vitória, não foi fácil conseguir sua adoção em definitivo, pois quando a criança estava gordinha e saudável, com 1 ano e três meses, Tatiana veio buscá-la novamente. “Já estávamos completamente apaixonados pela menina, sentíamos muita falta dela e meu ex-marido chorava com saudades”, afirma Lediane.

A nova família de Vitória.
Acima com Lúcia (avó), Lediane (mãe) e Vagner (pai).
Abaixo com os irmãos Maycon e Marlon respectivamente

De acordo com o casal, certa vez decidiram pegar Vitória para passar um fim de semana com eles e quando Vagner foi levá-la de volta foi surpreendido por Tatiana que disse a ele que, se não ficassem com a menina, ela iria abandoná-la na beira da estrada. Decidiram então acionar e Conselho Tutelar e deram entrada no pedido de adoção formal. “Nós não queríamos correr o risco de novamente ficar sem ela, já que é costume a mãe dar os filhos de boca e depois que estão com uma certa idade ir buscar de volta”, afirmaram.

Carollina não teve a mesma sorte. Abandonada pelos pais, passou a infância e parte da adolescência em um Abrigo da Região Metropolitana de Belém. Foi adotada por uma família quando já tinha 16 anos, mas a alegria de ter uma família durou pouco. A mulher que a adotou passou a deixá-la presa em casa, não podia sair nem para estudar e a espancava quando alguma tarefa doméstica não estava de seu agrado. A jovem só teve um pouco de tranquilidade quando os vizinhos denunciaram a situação de cárcere privado. “Por uns dois meses tive paz, mas logo tudo voltou a ser como antes. Ela me batia na cara, pra ficar marcado. Ela não queria uma filha, queria uma empregada doméstica que fizesse as coisas sem ter que pagar. Fugi e fui cuidar de minha vida”, relata Carol, ao dizer que não voltou para o abrigo com medo de que mandassem ela de volta para a família que a adotou.

A psicóloga Dalízia Amaral Cruz, Doutora e pós-doutoranda com pesquisa na área de acolhimento institucional, atua em uma instituição de acolhimento em uma cidade próxima de Belém. Conforme ela, as pesquisas mostram que existem implicações significativas para o desenvolvimento socioemocional e cognitivo de crianças/adolescentes que são retiradas do contexto familiar e acolhidas institucionalmente. Tristeza, choro, dificuldade para dormir, ansiedade, agressividade são alguns dos exemplos. Contudo, os impactos podem ser minimizados se a condução de tal afastamento for realizado, considerando a obrigatoriedade da informação, mas é necessário ter sensibilidade e não ser feita de qualquer forma. 

Dalízia Amaral. Psicóloga, Pós-Doutoranda com
pesquisa na 
área de acolhimento institucional
Para a psicóloga, nenhuma criança ou adolescente deve ser afastado do contexto familiar sem que os pais também sejam informados a respeito da decisão, para que possam juntos com a equipe técnica conversar com a criança/adolescente e explicar o motivo de ser encaminhada para outro ambiente. “Então, penso que na verdade a maior implicação negativa para o comportamento da criança ou adolescente é a forma como são retiradas de suas casas, na grande maioria dos casos, pelo conselheiro tutelar, que constantemente utiliza de subterfúgios (pretextos como forma de evitar dificuldades) para levar a criança/adolescentes para o serviço de acolhimento (Casa-lar ou Abrigo institucional) sem maiores questionamentos. Atitudes como essas, sim, têm impactos negativos no comportamento, e que estão longe de serem ações protetivas. Mas, a experiência do acolhimento, ao ser incorporada como tantas outras experiências, e a partir de um atendimento e acompanhamento qualificados, pode ser reparadora para muitas crianças e adolescentes, que poderão sem amargura contar que uma vez “moraram” em uma casa com outras crianças, adolescentes e adultos”, afirma a Doutora Dalízia.

Esse acolhimento reparador aconteceu com os irmãos Pedro e Paulo. “Quando chegaram aqui eles eram muito estressados, nervosos. Ninguém podia dizer ‘não’ que abriam o berreiro e dava vergonha, medo das pessoas pensarem que estavam apanhando. Agora não, já estão mais tranquilos e mais disciplinados”, afirma dona Lindalva, avó dos gêmeos. Seu Ricardo e Lindalva estão com a guarda provisória dos netos.

Após verificarem que as crianças estavam correndo risco, por causa da negligência da mãe, acionaram o Conselho Tutelar que constatou a veracidade da informação. A justiça decidiu então que, até que a situação se resolvesse as crianças deveriam ficar com os avós paternos.
Desenho: Sienny Héria

    Estamos cuidando deles, mudamos nossas rotinas completamente, mas que avós seríamos se não acolhêssemos eles? Queremos muito que a justiça dê a guarda para o pai, pois a mãe abandonou mesmo eles, não vem nem visitar os filhos. A última vez que veio nem ligou pra eles, só veio porque nós ligamos pra ela vir resolver uma situação de documentos. Ela chegou, assinou e foi embora, nem ligou pros filhos”, informou Ricardo.

De acordo com o Conselheiro Diemersom, quando há uma denúncia o Conselho Tutelar precisa agir imediatamente, para que o direito à proteção da criança ou do adolescente seja garantido. O Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA – tem a finalidade garantir os direitos das crianças e dos adolescentes, enquanto que o Conselho Tutelar executa o ECA. Para ele, o fato de muitas pessoas ainda terem uma opinião negativa em torno dessa legislação é a falta de conhecimento. “A população não busca conhecer a realidade do que diz o ECA. Eles pensam que está ali apenas para punir os pais, mas não, está lá para garantir os direitos de seus filhos. O Conselheiro é um executor do ECA, para garantir o direito das crianças e dos adolescentes. O trabalho do Conselheiro dura as 24 horas do dia. A partir do momento que você vê uma situação de negligência e não toma as atitudes você também está sendo negligente”, finaliza.

Texto: Elma Asobrab
Ilustração: Sienny Héria.     


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Cantora Joelma é embaixadora do McDia Feliz em prol de crianças com câncer no Pará

 Campanha deste ano da Casa Ronald McDonald Belém busca parceiros para a compra solidária.



A cantora paraense Joelma aceitou o convite de ser Embaixadora da edição 2020 do McDia Feliz, evento que ocorre no próximo dia 21 de novembro e tem como objetivo arrecadar  renda para a Casa Ronald McDonald Belém, que acolhe crianças e adolescentes com câncer. Os beneficiários são meninas e meninos originários de municípios do interior do Pará e da capital, que fazem tratamento em Belém.

No McDia Feliz  será possível transformar o lanche Big Mac em sorrisos, já que a renda líquida obtida com a venda do sanduíche mais solidário do mundo é direcionada aos projetos que trabalham em benefício de crianças e adolescentes com câncer.
Em Belém, a instituição está presente há 8 anos, destinada a acolher, temporariamente e gratuitamente, crianças e adolescentes, que estão em tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, na capital.

“Me sinto muito feliz de poder ajudar nesta campanha, quem puder ajudar continue. A instituição precisa demais”, afirma Joelma.
Segundo a cantora, que embala os corações dos brasileiros e de outros países mundo a fora com músicas românticas, estilo calipso, o trabalho da  Casa Ronald McDonald Belém é um trabalho muito importante.

“Eles fazem um trabalho incrível com nossas crianças e adolescentes, não só aqui no nosso Estado, mas nos estados vizinhos também”, elogia a celebridade.

SAIBA MAIS: Instagram Casa Ronald McDonald Belém