segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Ao pôr do Sol

Ao pôr do sol, eu vou te dizer que o nosso amor não pode morrer”. A música pop-brega paraense ‘Ao pôr do Sol’ de Firmo Cardoso e Dino Souza marcada na voz de Teddy Max é um clássico que eternizou. Som envolve cultura e relação com as belezas dos fins de tarde das praias paraenses.


Calor amazônico. Água, areia, ar fresco. E, claro, uma boa música regional como “Ao Pôr do Sol”, música paraense interpretada por vários artistas, são combinações perfeitas aos amantes de praias, principalmente, paraenses. O estado do Pará possui um grande diferencial com suas belezas naturais, proporcionando o melhor que o turismo de contemplação pode oferecer. São praias marinhas, fluviais, insulares e lacustres abraçadas pela Floresta Amazônica. 

Basta escolher uma praia de água doce ou salgada que o resto a natureza se encarrega de dar: um espetáculo. Segundo a Secretaria de Turismo do Estado do Pará (SETUR), as praias de rio têm despertado mais interesse no visitante, principalmente aqueles de fora do país, onde a natureza ainda é o grande atrativo. 

Allyson Neri de Oliveira, coordenador de Segmentação de Produtos Turísticos da Secretaria de Estado de Turismo (Setur) relata a importância das praias para o turismo paraense. “Aos fatores ambientais somam-se o expressivo patrimônio cultural paraense, especialmente o modo de vida, as tradições, os saberes e fazeres que envolvem as populações ribeirinhas que ocupam boa parte dessas áreas de praias no Pará, tanto na costa oceânica, quanto na margem dos rios e igarapés", ressaltou.

Segundo Oliveira, na Costa Atlântica são mais de 500 km de praia localizados na maior reserva de manguezal contínua do continente americano, ao que se somam milhares de quilômetros praias de água doce, algumas perenes e outras regidas pelo regime pluviométrico amazônico, que aparecem apenas no período da vazante dos rios.

 "Com destaques importantes no que se refere às praias fluviais como nos rios Tapajós e Arapiuns, pela transparência e tom azulado de suas águas, pela areia branca que se descortinam em suas margens; ou no Marajó, onde a influência do encontro do Amazonas com o Atlântico faz com que as praias insulares, a despeito de serem fluviais, sofram variação das marés, tenham ondas e águas com salinidade", explicou.

  Veja a relação das principais praias paraenses: 

Informações: Setur Pará



Praias movimentam turismo paraense 

No auge da agitação dos tempos modernos, o lazer, especialmente, ligado à natureza tem ganhado cada vez amais adeptos. Nesse cenário, o turismo, uma importe ferramenta de uma região ganha cada vez mais força econômica.

No Pará, uma região amazônica, as praias além de oferecer lazer e diversão também movimenta a economia das regiões é o que acontece nas principais praias do estado.

O cantor da Música Popular Paraense, Mahrco Monteiro, em entrevista especial, relata a relação da música com o  ser paraense "A música 'Ao Pôr do Sol' escreveu a história de quase todos nós, de muita gente, casou muita gente", contou.

Veja um pouco mais da entrevista:



Para Monteiro, a praia de Mosqueiro é uma das praias mais queridas. "Mosqueiro é uma ilha querida, ilha do amor. É um dos pontos turísticos de maior ambiente para receber todo mundo, todas as classes sociais. A gente tem essa paixão. A gente tem esse ficar a vontade, se sentir na nossa terra, no nosso chão, proprietário do que é nosso.", ressaltou.

O cantor lembra que na época do ápice dos trios elétricos recebeu carinhosamente do público de "Mahrco Mosqueiro. "Foi muito lindo. Todos nós temos uma paixão por Mosqueiro. Mosqueiro é mesmo ilha do amor", completou.

Marajó- Matas, rios, campos, mangues, ilhas e igarapés são os cenários  perfeitos para quem quer desvendar e curtir um cenário quase intacto da Amazônia. Considerada um paraíso no meio da Amazônia, as ilhas do Marajó vem ganhando o mundo.

Entre as atrações naturais do Marajó, o destaque é para as praias. Em Soure, a praia do Pesqueiro possui dunas que se espalham em quase toda região. A praia possui áreas salgadas, pois também é banhada por águas do Oceano Atlântico. A praia fica apenas a 8 km da cidade, que é cheia de búfalos, u outro atrativo do Marajó. 


Salinópolis-Conhecida como Salinas, a cidade tem vários pontos turísticos, como as praias desertas na Vila de Cuiarana, o Lago da Coca-Cola, a Orla do Maçarico, a fonte de água mineral de Caranã, igarapés e dunas de areia. Por causa de suas inúmeras praias, Salinópolis, é o paraíso para os amantes do surfe e da pratica de esportes aquáticos.

A praia de Atalaia é a mais movimentada de Salinas. Localizada a 13km da cidade, ela tem águas limpas e cristalinas, areias finas, dunas e pequenos lagos.


Santarém-  As praias de rio tem despertado mais interesse no visitante, principalmente aqueles de fora do país, onde a natureza ainda é o grande atrativo, diferentemente das praias do nordeste com grandes estruturas.

Segundo a Setur, a região de Alter do Chão tem despontado como a grande tendência para o mercado nacional nos últimos anos, o que aumentou consideravelmente o número de visitantes, porém o foco do turismo no Estado não está na quantidade, mas sim na qualidade dos visitantes que vem até aqui, principalmente se formos considerar o custo de vir ao Pará, principalmente de deslocamento.

Santarém se tem sido o destino mais procurado nos sites de viagem, além de ser o caribe brasileiro. A cidade também já foi eleita umas das 7 maravilhas do mundo.

Leia mais na Agência Pará: Santarém se torna o destino mais buscado em sites de viagens


Cenário para lazer e histórias de amor

Foto Divulgação    Créditos: Gui Sampaio

"Pra mim foi muito especial casar na praia de Mosqueiro, principalmente, porque aquele cenário não foi só para o casamento. Foi o cenário que pedi minha esposa em namoro em 2014". O relato é de Arthur Espindola que casou com Mariana Cordeiro ao pôr do Sol na praia de Mosqueiro.

Quando o casal decidiu se casar resolveram reproduzir exatamente o momento do pedido de namoro que  também foi ao pôr do Sol, na mesma praia.

"Foi maravilhoso porque a gente tem muitos amigos e parentes de fora, ela mesmo é de fora, então, a família e os amigos dela que vieram pra cá ficaram encantados. A gente pôde mostrar para o pessoal de fora como é nossa força, nossas belezas naturais aqui da cidade, do Pará, das nossas águas doces", lembrou.


                                                         Vídeo Divulgação Créditos: Inovarprodutora

Segundo Arthur Espindola , o momento foi muito marcante. "Os nossos amigos lembram até hoje. Até nossos próprios amigos que são  paraenses sentiram a anergia daquele momento de estar sentindo como uma benção do deus paraense, que abraça a gente. Aquela energia, aquele calor, aquela umidade",concluiu.


Música "Ao pôr do sol" na sua primeira versão

Sucesso nos anos 80 e 90 na voz de Tedy Max, a música nunca deixou de fazer parte da lista dos paraenses, principalmente depois de bater uma bela foto no cair da tarde e postar nas redes sociais com a tradicional legenda citando trechos da música.

Em 2015, nos 400 anos da cidade de Belém do Pará, a música foi escolhida em uma votação popular a música que representa Belém. O concurso foi feito pelo Liberal. Veja: 'Ao pôr do sol' é eleita música tema na votação Belém 400 anos

                                                                Fonte: YouTube

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Marinha celebra Batalha Naval do Riachuelo em Belém

 Programação especial comemora Data Magna da Marinha do Brasil
 
Em homenagem à Data Magna, celebrada em 11 de junho, a Marinha do Brasil em Belém, por intermédio do Comando do 4° Distrito Naval (Com4°DN), realizou na manhã desta terça-feira (11) uma cerimônia que remete ao 154° aniversário da Batalha Naval do Riachuelo ocorrida em 1865, durante a guerra da Tríplice Aliança.


A Cerimônia Militar ocorreu no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba). Dentre os convidados, estavam presentes diversas personalidades das esferas estaduais e municipais, representantes dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo e autoridades militares e civis, dentre eles o vice-governador Lúcio Vale que representou o governo do estado do Pará. 


A data representa um dos momentos mais importantes da história do militarismo do Brasil, que levou a vitória aliadas. Foi há 154 anos, em 11 de junho de 1865, que uma batalha específica, travada num dos afluentes do rio Paraguai, na bacia do Prata, marcou a história envolvendo diretamente o Estado de Mato Grosso, conhecida como a Batalha Naval do Riachuelo.


Desde então, o dia da Marinha brasileira é comemorado em 11 de junho por esse decisivo episódio da Guerra do Paraguai. Os distritos do Brasil prestam as devidas homenagens a esta importante data do militarismo. Em belém, a semana contou com a cerimônia tradicional, além de serviços prestados à sociedade, como atendimento jurídico; atendimento médico; procedimentos de beleza, etc.

Texto e fotos: Michele Lobo

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Artigo: mulheres e a cobrança do corpo perfeito

Lembro dos anos 90, eu pirralhinha...Já via, nos programas de TV um padrão de corpo perfeito. Era a massificação da cultura invadindo os mais distantes lugares do Brasil, inclusive na Amazônia. Anos da explosão da Tv, o principal meio de comunicação da época.

Via as dançarinas do Faustão e do Gugu, todas com corpos "perfeitos expostos". Lembro da banheira do Gugu, que era nada mais que uma propaganda para a Playboy (depois que descobri, tá? Tipo, atualmente).

Ahh, os anos 90(os meus anos 90 em diante). Lembro das personagens Feiticeira e Tiazinha e a febre das duas nessa geração. Dos chicletes infantis com as figurinhas de adesivo com suas fotos seminuas. Meu amigos, irmãos, coleguinhas, eu (as crianças da época) comprávamos.
Era a sensação. Foi um estouro, uma febre...As dançarinas, as assistentes de palco, as atrizes, grupos musicais como o É o Tchan. Mulheres tendo seus corpos como produto.Filmes e novelas não fogem desse contexto, em que a sexualidade feminina está sempre por lá.Pouco coisa mudou, os programas de televisão continuam com essas exposições. Dizem que as coisas não melhoram, só pioram. Estou começando a acreditar nisso.

Onde quero chegar lembrando desse período dos anos 90, e dos dias atuais?

Quero chegar na cobrança/tortura que mulheres passaram/passam desde sua adolescência até sua vida adulta.Quero chegar sobre os meninos/crianças que desde pequenos idealizaram um corpo que não existe.São corpos com silicone, com cirurgias, com vários procedimentos estéticos.São corpos ajeitados em programas de edição de imagens. É a celite que se tira aqui, estria que se tira ali. E por mais que essas moças consigam o padrão do corpão perfeito, nós sabemos dos sacrifícios para isso.

Aqueles meninos que viam/vêem esses programas, revistas de mulheres peladas, pornografia, são homens hoje.São homens que em muitas situações (não são todos, ok?) esperam ou procuram uma mulher com esse padrão...Quando casam ou possuem qualquer tipo de compromisso, em muitos casos traem e não se contentam com apenas uma.

Nunca então satisfeitos.

Meninos que fazem mulheres sofrerem por causa de uma sociedade que cobra de mulheres um preço alto demais. Uma sociedade em que empresas usam corpos de mulheres como produtos e massacram todas as outras.Essa é a realidade: corpos de mulheres como produtos, homens exigentes e mulheres sofrendo com seus corpos.

Eu sou uma dessas mulheres, que sempre fui inconformada com meu corpo, sempre comparando com os outros.Muitas de nós somos essas mulheres que passamos nossa adolescência odiando nossos corpos. Odiando nossa aparência.Era época que cabelo cacheado/crespo era ruim, e a febre dos alisamentos. E tantos outros padrões impostos e aceitos.

Ah, mas essa época passou. Não. Não passou. Estamos sofrendo as consequências dessa época.

São meninas se matando em academia. Mulheres morrendo em clínicas de estética...Nessa busca desenfreada pelo corpo perfeito.Vejam que não estou falando de saúde, vaidade e cuidado, isso é bem-vindo a todas nós. Ou de homens que admiram a beleza de outras mulheres sem maldade...

Não.

Eu estou falando do martírio. Estou falando de depressão. Estou falando de vários vícios, como a pornografia. Estou falando de um mau comum (Para homens e mulheres).Estou falando das conversas de homens que sempre envolve o corpo feminino...Do quantos os próprios homens cobram dos outros masculinidade mostrando fotos de mulheres nuas, e mesmo ele tendo compromisso é ridicularizado quando não aceita.São rotinas, comportamentos tão comuns que nem percebemos. Não nos damos conta, pois não falamos sobre isso.

Algumas mulheres do movimento feministas protestam sem roupa, e comentários em fotos desse tipo são: bando de baranga com peito caído...E tantos outros bem mais chulos.Se é uma forma ruim de protesto ou não, nem vem ao caso em minha análise desse assunto. Mas sim sobre todo um padrão de corpo feminino perfeito idealizado pela sociedade.

Assisti uma parte de um documentário estrangeiro com meninas brasileiras(Paniquetes, na maioria) e toda humilhação que elas passam. Muitas usam seu corpo pra ganhar dinheiro e fama. E como consequência enfrentam vários tipos de humilhação.Converso bastante sobre isso com meu marido. Ele me apoia com todas minhas revoltas. Somos bons observadores da sociedade.

Ele sabe de todo meu sofrimento com minha aparência e de minhas inseguranças ao longo dos anos. Ele teve que lidar com isso, sempre tentou me colocar pra cima.

Mas se olhar no espelho e se comparar com outras pessoas é complicado demais. Não viramos confiantes da noite para o dia. É um processo lento e doloroso demais. Prosseguir é o caminho.

Ficar do lado de um amigo, ou parente e ele ficar secando alguma mulher que passa não é nada agradável. Quem já passou por isso? Ou o que falar das próprias conversas masculinas que envolvem o corpo feminino.É uma loucura tudo isso. Gera a rivalidade feminina. Complexos e tantas outros sintomas maléficos para nossa sociedade. E o que acho interessante sobre isso é que são comportamentos camuflados. Pouco ou quase nada se fala. Não temos força nem coragem para isso.

A internet veio e estou até sem palavras pra falar do quanto a internet alvoroçou esse assunto e tantos outros.

Para terminar essa minha reflexão:

Almejo que nós mulheres encontremos beleza em nós mesmas. Espero que todo esse padrão seja, mesmo que lentamente despadronizado...Não só pelas mulheres, mas pelos homens também. É encontrar beleza (que não tem padrão) no que é comum. Só assim haverá relacionamentos mais saudáveis. Não só relacionamentos, mas pessoas mais saudáveis.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Para sempre Dezembro

Matéria especial sobre solidariedade mostra a necessidade do mês de dezembro se estender para todo o ano.
Foto: Michele Lobo
Confraternizações, fraternidade; doações; comércio agitado; programações familiares, presentes, comidas, abraços, perdão. Em Belém, o friozinho tão esperado e as tradicionais chuvas do inverno amazônico. É dezembro: mês de comprar o guarda-chuva e aquecer o coração.
            
Tudo se ilumina neste mês: a cidade, com as luzes natalinas; a economia e os corações das pessoas que tiram um tempo para fazer o bem. Essa luz de dezembro muitos chamam "Magia do Natal". Muitos resolvem olhar para quem está ao seu lado e lembram que o amor é contagiante. 

A psicóloga Keyla Juventude relata que as pessoas se olham mais solidárias no natal. "As pessoas se olham e percebem que elas podem ajudar o outro pelo menos uma vez no ano. Vamos imaginar se nós não tivéssemos nem o natal para ajudar o outro?", ressalta. 

"Algo mágico acontece. Esse mágico entre aspas, que a gente não consegue palpar, sintetizar em evidências científicas, mas acredito que é a construção da gente enquanto um ser que deseja ser bom, que quer ser um ser voltado para o bem", continua.

O ano de 2018, ano de eleições, foi um ano difícil. Memes e depoimentos na internet ressaltam a dificuldade que seria no final de ano. De acordo com a psicóloga muitas famílias foram fragmentadas por questão política " hoje eu vejo alguns pacientes se perguntando de como vai ser o natal deles esse ano. De alguma forma, eles vão ter que fazer esse enfrentamento, resta saber se vai ser amistoso ou não", relata.

Segundo a psicóloga Keyla é comum que no final do ano as pessoas se pedirem desculpa. "Alguma coisa acontece que talvez esteja no mundo metafísico e que eu você não consiga explicar. Quantas pessoas não se perdoaram em dezembro?", indaga a psicóloga.

Outra questão que Keyla destaca é que quando as pessoas pensam no natal há uma concepção cristã à solidariedade, mas os que não são cristãos também pensam no bem. "Isso me intrigou bastante porque a gente pensa como algo religioso a questões de ser solidário", expôs.

"Ser solidário não é difícil. Começa com a gente. Quando respeitamos as nossas dificuldades. Começa no momento em que a gente respeita que ainda sente raiva, que a gente não consegue perdoar, que muitas vezes não conseguimos amar as pessoas da nossa família como a gente acharia que deveria amar. Isso também é ser solidário. Eu vejo que isso é muito importante porque no momento que a gente aprende a ser solidário com a gente, nós conseguimos cuidar do outro", concluí Keyla Juventude.

Há 29 anos Papai Noel dos Correios cria uma corrente do bem

Cadeira de rodas, cestas básicas, panetone, tratamento médico, boneca, carrinho. São algumas dos pedidos de crianças ao Papai Noel dos Correios. O projeto é a prova de que uma pequena ação pode um dia se tornar de grande proporção.

Foto: Daniele Maciel
Realizado em todo o Brasil, o Papai Noel dos Correios tem uma história emocionante de solidariedade.

A porta voz do projeto deste ano em Belém, Ana Leite que é voluntária há 18 anos do projeto relata que funcionários dos Correios há 29 anos perceberam que haviam crianças que enviavam cartas ao Polo Norte, porém sem endereço, pedindo presente ao bom velhinho. Comovidos, eles resolveram comprar os presentes e entregar a essas crianças. 

Quando os funcionários perceberam, já não davam conta dos pedidos e tornaram essa experiência em um grande projeto social. Hoje o projeto recebe centenas de cartas e alcançam o melhor do ser humano: o amor. 

O Pará recebeu esse ano aproximadamente 30 mil cartas. As cartas são recebidas das escolas públicas das periferias. "É uma experiência muito dignificante. Você está trabalhando com o amor do próximo, com o que o próximo tem de melhor para nos trazer, que é a caridade", relata Ana Leite.

Ana conta que possui muita histórias emocionantes nesses 18 anos. Uma das histórias que mais marcou foi de uma criança que escreveu ao papai Noel dizendo que a maior vontade dela era ter um colchão, que ela e mãe dormiam na rede e sentiam dores na coluna.
Foto: Michele Lobo
"Eu convidei outros amigos e nós compramos o colchão e a cama e eu fui junto com o colega vestido de papai Noel fazer a entrega. Quando a gente chegou lá estava chovendo e quando elas nos viram...Nossa, elas corriam na chuva, de tanta felicidade", relembra. 

"Muitas crianças aínda acreditam no papai Noel. Eu acho muito lindo isso, de preservar essa inocência. A gente não pode esquecer que o papai Noel é muito importante, mas não podemos esquecer do aniversariante que é Jesus. O papai Noel dar os presentes e quem recebe é ele. Então todos esses padrinho que estão dando aos pequeninos, com certeza estão presenteando Jesus", concluí.

Gestos de solidariedade que transformam vidas

“Quem ganha somos nós. Os mais beneficiados nesse projeto são os voluntários, porque quando a gente ganha um abraço, um aperto de mão de uma família que diz que, não tinham nada pra comer ou não tinha um presente para dar para o filho, é gratificante!”, disse Jailton Ferreira, fundador do projeto “Natal Solidário dos amigos do 41”, que pelo 9° ano distribui brinquedos e cestas básicas às famílias carentes que residem as proximidades do Conjunto Cidade Nova, em Ananindeua.

Foto: cedida pelo projeto
A iniciativa surgiu exatamente de um grupo de amigos que residem na WE 41, daí o nome do projeto que conta com 40 voluntários e objetiva, despertar na sociedade a conscientização de que pequenas ações podem fazer a diferença na vida das pessoas. É graças a solidariedade que a meta de arrecadação de alimentos e brinquedos foi alcançada. Este ano, cerca de 200 cestas básicas serão distribuídas, fruto do trabalho minucioso iniciado no mês de novembro, quando os voluntários foram de porta em porta, aos domingos, arrecadar alimentos não perecíveis.

Foto: cedida pelo projeto
Segundo Jailton Ferreira, as dificuldades existem todos os anos, mas a cada ano vem a sensação de dever cumprido. "São muitas dificuldades até mesmo dentro do projeto. Administrar um projeto desse, pelo nono ano, é muito difícil, mas a gente sempre coloca uma meta e graças a Deus tem beneficiado muitas famílias". A entrega ocorre às vésperas do Natal em clima de confraternização com direito distribuição de comidas e lanches. Para proporcionar este momento o projeto está precisando de materiais descartáveis como: pratos, colheres, copos e outros, os interessados podem entrar em contato: (91) 98098-5672. 
Amor  Incondicional

Foto: Michele Lobo
“Nossa dedicação é exclusiva porque a casa funciona 365 dias por ano, 24 horas por dias atendendo as idosas em caráter integral, com muito carinho e respeito, mas com muitas dificuldades financeiras”, disse Sílvia Cruz, presidente do Abrigo São Vicente de Paulo que existe há 81 anos, em Belém. O abrigo faz parte da Associação Internacional de Caridade (AIC), fundado há 401 anos por São Vicente de Paulo, que se mantém através de doações ao longo do ano. Atualmente, o abrigo feminino acolhe integralmente cerca de 30 idosas e conta com voluntários, além dos funcionários.

No mês de dezembro as doações se multiplicam, porém nos meses seguintes manter o abrigo é desafiador. "Nós ficamos agradecidos. Recebemos muitas doações no mês de dezembro, no mês de janeiro ainda tem, no mês de fevereiro começa a ficar escasso e em março nós já estamos arrancando os cabelos desesperadas, porque ninguém lembra mais", ressaltou a presidente do abrigo.

Foto: Michele Lobo
A solidariedade é transformadora, pois é uma troca de amor, carinho e respeito com o próximo. Segundo Sílvia Cruz, a solidariedade é: “Solidariedade é quando você se coloca no lugar do outro. Como você vai querer ser tratada no futuro? Com carinho, respeito e amor. A solidariedade passa pelo olhar da caridade, pelo olhar no amor; de você enxergar o outro com amor. Então, é isso que nós fazemos aqui. A solidariedade pode ser exercida de diversas maneiras tanto através das coisas matérias tanto de uma palavra. Somo vicentinas e temos a seguinte frase do fundador: 'Não sei que é mais carente, se o pobre que pede pão ou o rico que pede amor'.

Os interessados em colaborar com o Abrigo São Vicente de Paulo, podem visitar o abrigo, localizado na Travessa Mauriti, 1061, entre Marquês e Visconde, bairro do Marco, das 9h às 11h e das 15h às 17h. Mais informações: (91) 3226-4984.

Saiba mais:https://www.facebook.com/Abrigo-S%C3%A3o-Vicente-de-Paulo-170651946437810/

Em unidade pelos venezuelanos 

Estender a mão ao próximo é um gesto nobre, mas mais ainda é estender a mão e presentear com um brinquedo as crianças venezuelanas da tribo indígena Warao, em situação de refúgio em Belém, em virtude da grave crise econômica que assola o país desde 2013. Pensando na triste realidade das crianças venezuelanas que se encontram em Belém desde 2017, os irmãos Fabíola de Cássia e Felipe Augusto Pereira, respectivamente, estudante e jornalista, se solidarizaram com a situação e iniciaram a campanha de arrecadação de brinquedos e produtos como: biscoito, suco, bolo, pãozinho e outros, para montagem de kits de lanche para serem distribuídos nos dias 21 e 22.

O objetivo é possibilitar que as crianças venezuelanas comemorem o Natal com mais alegria. A ação visa assegurar aos pequenos indígenas um pouco de felicidade perante as tantas adversidades sociais enfrentados. A escolha pelas crianças venezuelanas se deu pelo fato das mesmas estarem passando por inúmeras dificuldades, sem perspectiva de futuro. Os interessados em colaborar com brinquedos e com itens para montagem dos kits devem ligar para o contato: (91) 99136-2050. 


Natal Ecológico 

A união faz a força, assim os heróis vestem a camisa da solidariedade em prol dos mais necessitados e formam um verdadeiro exercito do bem. Por exemplo, os sócios da Associação Beneficente Casa da União Boa Esperança, que promovem pelo 11° ano o Natal Ecológico Solidário, que atende famílias do bairro da Guanabara em Ananindeua e Murinin em Benfica, respectivamente, 130 e 80 famílias, com doação de cestas básicas, roupas e brinquedos, além aprendizado sobre os cuidados com o meio ambiente, através da parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).

Foto: Cedida pelo projeto

A associação sem fins lucrativos tem outros parceiros e objetiva prestar dentro do espírito de solidariedade humana e de suas possibilidades financeiras e matérias, assistência social, educacional, cultural, profissionalizante, de saúde e meio ambiente; tendo como público-alvo crianças, adolescentes, jovens e adultos, associados e pessoas da comunidade em geral, através dos demais projetos mantidos pela instituição. Segundo Jucicleide Santos, presidente da Associação, é difícil sensibilizar uma pessoa para beneficiar um desconhecido, mas o esforço é recompensador.

Saiba mais: https://www.facebook.com/casaboaesperanca/


Por: Daniele Maciel e Michele Lobo

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Pará industrial de olho no futuro

O Pará está no ranking dos cinco estados que vai superar a crise em 2019. Dados da FIEPA apontam que até 2030, estão previstos 118 bilhões de reais em investimentos no estado.

"O Pará é um estado de muitas oportunidades", diz José Conrado Presidente da Fiepa. (Foto: Ascom Fiepa)

Desemprego, déficit nas contas públicas, cortes de gastos, preocupações e inseguranças. A crise econômica que iniciou por volta de 2014 ainda possui sequelas. A indústria brasileira vem sendo um dos setores mais atingidos por ela. Na contramão das crises (Internacional e em seguida nacional), o Pará tem se destacado e superado obstáculos.

Para o presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), José Conrado Santos, a Insegurança jurídica, excesso de tributação e falta de investimentos em infraestrutura - especialmente em portos, estradas e ferrovias - são os principais fatores que engessam o desenvolvimento do Estado, não só do ponto de vista das empresas que já estão aqui, como também de novos investimentos.

“O Pará é um estado de muitas oportunidades, recebemos na Federação das Indústrias muitos empresários interessados em trazer seus negócios para cá, mas essas questões acabam afastando esse capital, que migra para outras regiões mais atrativas”, explicou o presidente.

Apesar dos bons resultados apresentados pelo Pará em sua economia, ainda é necessário que o Estado supere gargalos importantes que comprometem o desenvolvimento de todo seu potencial econômico. 


Desta maneira, o sistema FIEPA vem trabalhando em conjunto com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) para elaborar planos estratégicos que possam alavancar a produtividade brasileira nos próximos anos. 

Veja na figura abaixo as principais estratégias:





O futuro é de investimento

Ferro, bauxita, manganês, calcário, ouro, estanho, madeira, Castanha, Açaí. Com grandes riquezas e potencial para o desenvolvimento econômico, o Pará é um Estado rico em matéria prima e que tem atraído o olhar de investidores.

 Dados da FIEPA afirmam que até 2030, estão previstos 118 bilhões de reais em investimentos. Veja abaixo as principais regiões de investimentos:





Na contramão da crise, o Pará tem apresentado resultados positivos em sua economia, com aumento do volume de exportações, melhora no desempenho da produção industrial, do PIB e perspectivas desses novos investimentos.

O Sistema FIEPA observa com atenção a chegada dos investimentos ao Estado e apoia os projetos que vêm contribuir para a competitividade na região. 

Em 2016, o Pará foi o único Estado a registrar crescimento positivo na produção industrial. Em 2017, mais uma vez o Pará se destacou no ranking da produção industrial brasileira e novamente foi o primeiro lugar dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seguido de Santa Catarina e Paraná.

Segundo o presidente do Centro das indústrias do Pará e do Conselho Temático de Infraestrutura da Fiepa, José Maria Mendonça, apesar do destaque e avanços os dados do estado do Pará ainda preocupam, como o do índice de pobreza e escolaridade. 

José Mendonça explica que esses assuntos então sendo colocados em pauta, pois apesar do destaque, o Pará precisa vencer muitos desafios.

                                   

Pará Segue em destaque


Final de mais um ano chegando, para alguns a insegurança e incertezas continuam após um longo percurso de crise econômica. 

Apesar das mudanças políticas no Brasil, cabe cada estado se ajustar e superar obstáculos. O comportamento de cada estado e a superação da crise é desigual no Brasil. 

 Segundo a FIEPA, para o Pará, as notícias são otimistas. Ele segue tendo um bom destaque e está no ranking como um dos estados menos atingidos pela crise com queda acumulada de apenas 1,2% no biênio 2015/2016.

Em 2017, o Estado do Pará foi um dos Estados que mais contribuiu para o superávit da balança comercial brasileira (US$ 66,98 bilhões), o maior da história do país nos últimos tempos.

Apesar de todo o crescimento apresentado da economia paraense, a crise que que já dura anos ainda está longe de ser estabilizada no pais.

Nesse cenário, o Pará lidera ranking de oito estados que devem superar a crise em 2019. Todos os estados que vão se recuperar mais rápido estão na região Norte e Centro-Oeste, “impulsionados principalmente pelo agronegócio e mineração, além da forte exposição ao mercado externo”, segundo a consultoria. Veja o gráfico:


outro destaque obtido pelo estado é cada ano que passa  melhora o seu desempenho nas exportações tanto de matéria prima como de produtos finalizados.

Para a coordenadora do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, Cassandra Lobato todos os setores sentiram a crise, mas o Pará é um estado forte, outros estados e países têm a necessidade de seus produtos. 

Segundo ela, o Pará deve se orgulhar de suas riquezas primárias, pois muitos queriam estar em sua posição. A  coordenadora do CIN também destaca que o Pará tem tido um bom equilíbrio entre importações e exportações

                           


Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e Centro Internacional de Negócios (CIN) do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o Pará também é destaque na classificação por saldo no ranking nacional da Balança Comercial, atrás apenas de Minas Gerais. 

O saldo acumulado de janeiro a junho de 2018 entre importações e exportações no Pará chegou a US$ 6.540 bilhões, com um crescimento equivalente a 1,87% em comparação com o mesmo período de 2017.

Para José Conrado, o momento é de esperança. “Agora, o momento é de nos unirmos para que o Brasil e o Pará alcancem o que for necessário para destravar o desenvolvimento, não só do setor produtivo, mas de toda a sociedade”, conclui o presidente.

Veja mais no site da Fiepa:
Pará lidera ranking de oito estados que devem superar a crise em 2019

Primeiro no ranking, Pará registra crescimento de 10,1% na produção industrial em 2017


Balança Comercial: o Pará contribuiu para o maior superávit comercial da história brasileira


Publicação aponta os principais investimentos em território paraense até 2030 


Primeiro no ranking, Pará registra crescimento de 10,1% na produção industrial em 2017



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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Reluz

"Entre as diversas formas de economia criativa, a produção da biojoia está conquistando outras fronteiras. Em reportagem especial, as fases da cadeia produtiva ficaram evidentes. O talento e conhecimento indispensável de artesãos, lapidários, ourives e designers puderam ser descobertos, sem eles, a Biojoia não seria um diferencial, nem de beleza e nem de qualidade, para o mercado de luxo."


A Amazônia deslumbra o mundo. Seus encantos, cores, formas, comida, música, arte ainda é um diferencial aos estrangeiros. Entre todos esses encantos, as joias paraenses vêm tomando um espaço significativo no mercado de luxo. Mais do que metais nobres, as joias carregam consigo a cultura da Amazônia. São peças produzidas com a combinação de elementos naturais, agregando-se, em diferentes proporções, metais nobres, pedras preciosas e semipreciosas.

O cuidado de cada um que faz parte da cadeia produtiva é de valorizar a cultura da região, reaproveitando da natureza o que seria descartado. A biojoia paraense também fortalece a mineração do estado, que é sua grande fornecedora. Fortalecimento com criatividade e toque especial da cultura da região norte vem destacando o Pará. Nos últimos anos empresários paraenses fazem exposições em vários países do mundo.

O programa Polo Joalheiro, criado desde 1998, criou novas expectativas no setor joalheiro do Pará, a partir das políticas públicas estaduais que injeta por ano mais de 3 milhões de reais, para fomentar o mercado. O setor é concentrado desde 2002, no espaço São José Liberto, antigo presídio, nele há a loja Universal que oferece um espaço tanto para trabalhar em projetos individuais, quanto para prestação de serviços de ourives, lapidários e outros.

A diretora executiva do Espaço São José Liberto e do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), Rosa Helena, destaca o compromisso que os profissionais que integram o programa Polo Joalheiro possuem pela a preservação da cultura amazônica paraense e da preservação da biodiversidade. “Antes de eles pensarem no consumo, ele divulgam a nossa cultura do nosso estado, eles são elementos que fazem essa difusão, outra ponto que destaco é a qualidade e dedicação de cada profissional, são talentosos, estão sempre se capacitando. Isso faz com o produto que eles elaboram são de qualidade”, orgulhou-se.

Para José Fernando Gomes Júnior, presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), a arte das joias do Pará e suas características da Amazônia é um motivo de orgulho. "Como paraense que sou o destaque das joias me enche de orgulho e aumenta a nossa obrigação com estado e com a população, para que cada vez mais a gente mostre essa arte da Amazônia. Lá em Tucumã se faz joias paraenses e a Jequiti do Silvio Santos compra para vender para todo o Brasil. Para mim é um motivo de muito orgulho, por compreender o setor, mas também como paraense que sou", orgulhou-se.

Segundo José Junior, a mineração, é o segundo elo da cadeia produtiva das joias. O primeiro elo é o da pesquisa, em que geólogos pesquisam e fazem descobertas minerais. A cada mil pesquisas uma pode se tornar uma mina, para que se possa tirar produto, ouro, níquel, ouro e ferro.

“Hoje, o Pará tem um planejamento estratégico até 2030 e as empresas devem cumprir um protocolo intenso do Estado do Pará, que devem disponibilizar um porcentual da sua produção para os artesãos para incentivar cada vez mais produzir as joias e biojoias do Polo Joalheiro e outros empreendimentos do estado”, comemorou o presidente da Simineral.

As joias paraenses também contam com apoio de programa de Internacionalização de Pequenas e Microempresas do Sebrae, em parceria com o Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiepa, a unidade de atendimento no Pará da Apex-Brasil e o Instituto Brasileiro de Gemas & Metais Preciosos (IBGM).




Para participar do Programa, qualquer profissional deve fazer um cadastro junto ao Polo Joalheiro. E partir daí profissionais do setor começam a ter acesso a todos os benefícios do programa, entre cursos, espaço, exposições, feiras. Porém o programa exige desses profissionais que a produção seja local, agregando o artesanal-industrial e que usem um design inspirado na cultura da Amazônia.

O espaço oferece oportunidades tanto para trabalhar em projetos individuais quanto para prestação de serviços de ourives, lapidários e outros, e por fim para a comercialização. São 44 profissionais que usam o espaço.


Cada profissional tem um contrato de consignação com o Igama. No caso das joias vendidas, 25% ficam com o Igama e do artesanato, 30%. O dinheiro que fica com o Igama acaba voltando pra os profissionais, na forma de manutenção do espaço e para trazer novos cursos. Anualmente o programa atende em média 1200 pessoas com o objetivo de que esses novos empreendedores se tornem empresários do setor.



Veja histórias de alguns profissionais da cadeia produtiva




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Espaço São José Liberto


Março de 1998 ficou marcado na história paraense, especialmente na do Prédio São José Liberto, localizado no centro da cidade. Não tem como esquecer a cena do líder da rebelião dos presidiários, José Viana Davi, conhecido como 'Ninja' sendo jogado por um lençol pelos presos. Na época muitos horrorizados presenciavam as cenas e acompanhavam a rebelião dos presidiários que tinha vários reféns. Parentes cercavam o prédio desesperados. Na mídia local e Nacional era a manchete. Foi chocante. O governo desintegrou o prédio e o reformou. O prédio hoje é visto com outros olhos em 

Em 11 de outubro de 2002, o Espaço São José Liberto teve outra utilidade. O antigo presídio, agora abriga o Museu de Gemas do Pará, o Pólo Joalheiro e a Casa do Artesão. O prédio antigo que marcou tragicamente a vidas de muitos, hoje é destinado a uma economia criativa que ganhou o mundo: as Biojoias.

Hoje São José Liberto é uma referência de indústria criativa e turística de Belém do Pará, onde é possível ter o contato com a cultura, riquezas minerais e vegetais do estado. Na criação de uma peça, vários profissionais são envolvidos, cada um com um papel fundamental. Historias diferentes, níveis sociais diferentes, mas todos competentes e felizes com que fazem, tornando as biojoias um diferencial de beleza e criatividade.

Fica claro, que o espaço do São José Liberto teve um novo cenário. O que assombrava, com histórias tristes, hoje reluz, não apenas com as pedras espalhadas que enfeitam o ambiente, mas com as suas novas histórias de superação e amor profissional.